:: a concha em seu ouvido trazendo o barulho do mar ::

Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de um surfista. Desde pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio.
:: espero que vocês curtam esse nosso espaço :: | email me ::
Free Web Page Hit Counter
Movielink
#nélio#
#28 anos#
#jornalista#
#porto alegre#
Porque lá fora...
onde os ventos sopram...
as ondas nascem...
e tanta coisa acontece...
não há lugar para tristezas.
[..já passou por aqui..]
arquivo
[..recomendo..]
[<] surfsopasdescanso [>]
[<] cinema na quarta [>]
[<] garotas daggers [>]
[<] cabezamarginal [>]
[<] radiofoniabrasil [>]
[<] anger is a gift [>]
[<] longe do mar [>]
[<] 99 por cento [>]
[<] nosso pitaco [>]
[<] a luz da lua [>]
[<] living alone [>]
[<] tudumpoko [>]
[<] julio adler [>]
[<] fomezero [>]
[<] alma surf [>]
[<] go surf [>]
[<] ondas [>]
[<] trip [>]
[..tocando na caranga..]
[.....................]

:: Sábado, Novembro 27, 2004 ::



"no mar eu sei
o que é viver
e o que é sonhar
só com você"



:: 2:49 AM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Quinta-feira, Novembro 25, 2004 ::

Um mundo de espelhos

Um homem se propõe a tarefa de desenhar o mundo.
Ao longo dos anos, povoa um espaço com imagens [...]
Pouco antes de morrer, descobre que esse paciente labirinto de linhas
traça a imagem de seu corpo.
Os que buscam são aquilo que buscam.

(Jorge Luis Borges)


João morreu para ser o guardador daquele local onde nasceu, de onde nunca saiu, por onde fez a mais perigosa e irresistível das viagens, a que leva o mais fundo para dentro de si mesmo. Transformou-se cedo no mestre João dos pescadores. Diziam que conhecia a alma do mar e era o ar nos pulmões das falésias que envolviam seu lugarejo, que tinha por mania percorrer todos os finais de tarde. Quando vivo era tido por louco, falava com pedras e peixes, que caíam em suas redes como se descobrissem o mais desejado descanso: a eternidade.

Não era anjo aparecido a ninguém, deixou herdeira a filha Ana que o acompanhou durante anos. Como era mulher e não podia pescar, trocou o mar pelas dunas, seu pai dizia que dava no mesmo. E assim se fizeram seus dias: pastoreando cabras pelas dunas, percorrendo entranhas nas falésias nos mesmos finais de tarde. Diziam que era louca como o pai, falava com pedras e encantava cabras, que a seguiam como se descobrissem naqueles caminhos de sempre o sentimento mais desejado: de liberdade. Diziam que era anjo como o pai, e mantinha vivo, sob sua benção, aquele lugar tão pequeno e insignificante, apesar de toda a destruição que o rodeava.

De todo lugar chegavam notícias de dunas que invadiam as vilas, de pescadores que se perdiam porque não tinham as falésias para orientá-los. Lá mesmo a desgraça deu sinais de força e um dia acordaram com duas casas soterradas pelas dunas. Deram conta de que Ana não andara pelas falésias no dia anterior e cuidaram de acender velas pedindo proteção ao mestre João e se deram por atendidos quando a viram logo cedo subir desenvolta a duna com suas cabras.

Tardou mas apareceu uma estrangeira, viajante do mundo, que deu com Ana cantarolando recostada numa pedra verde e telha de onde escorria um fio dágua.

- Oi! Você que é a Ana, não?

- Eu mesma.

- Dizem que você conversa com as pedras. O que elas dizem pra você? O que você faz todos os dias aqui?

- Comecei a vir com meu pai e gostei. Continuei mesmo depois que ele morreu.

- E você sabe por que seu pai vinha?

- Ah, isso ele me contou um montão de vezes... Uma dia veio um viajante de longe, como você, e disse para o meu pai ¿Dê a tudo que vês os contornos de teu próprio corpo¿. Meu pai disse que não entendeu nada. Mas o viajante trouxe ele para uma dessas fontes e falou ¿Não vês que das pedras saem água e plantas e cores, que você é uma pedra de onde saem palavras e cheiros, idéias e água até¿. Meu pai sempre repetia nas nossas caminhadas de final de tarde: ¿Dê a tudo que vês os contornos de teu próprio corpo e verás que mundo infinito habita dentro de ti¿.

- É assim que você conversa com as pedras...

- Como um espelho encantado...

- Então hoje sou areia, de tanta leveza que sinto, e posso voar ao vento...

- E formar outra duna lá na frente...

- E outra e outra até cair no mar...

Nunca se soube bem como, mas desde aquela tarde em que Ana rolou pelas dunas com a estrangeira, o mar, as falésias e as dunas se encheram de gente. De longe se ouviam vozes e cantos e silêncios, viajantes de si, anjos buscando suas próprias almas.

Andréa Havt


:: 2:16 AM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Quarta-feira, Novembro 24, 2004 ::

"cada acorde em seu lugar... lembra um sorriso, mais... não quero lembrar... que a noite vem caindo... trazendo o seu olhar... cada palavra que falei... lembra uma história... que eu nem mesmo sei... mas como vento... vem tão depressa... a verdade é bem mais forte... vou deixar que o destino mostre a direção..."


:: 4:38 AM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Terça-feira, Novembro 23, 2004 ::

"a música é alegria... ela é a linguagem do amor..."

Festa 4x4 + CleanBeach (Consciência Ecológica) = Casa cheia


Eu na percursa e meu cumpádi alimas na viola na festa da última sexta


Bóra botá todo mundo pra dançá muleki!!!!

:: 6:19 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Segunda-feira, Novembro 22, 2004 ::

O bom de se trabalhar no período noite-madrugada, é que, na hora de ir embora, ela tá sempre lá.

E enquanto meio mundo dorme, ela nos faz companhia.



esperando pelo momento, do encontro... como o mar espera as noites de lua cheia...


:: 5:05 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________

This page is powered by Blogger. Isn't yours?